quarta-feira, 21 de abril de 2010

CENTENÁRIO DA ONU

Texto originalmente escrito em abril de 2004.


Hoje, dia 24 de outubro de 2045, o mundo está comemorando os cem anos de surgimento da Organização das Nações Unidas (ONU). Nesse mesmo dia, mas no ano de 1945, foi promulgada a Carta das Nações Unidas, uma espécie de Constituição da entidade, assinada na época por 51 países, entre eles o Brasil.

Criada logo após a 2ª Guerra Mundial, o foco da atuação da ONU sempre foi a manutenção da paz e do desenvolvimento em todos os países do mundo.

Ao longo destes cem anos, o desenvolvimento da entidade pode ser dividido em dois grandes momentos. O primeiro deles é caracterizado pelo seu enfraquecimento gradual a partir da guerra fria e culminando com a Invasão do Iraque pelos Estados Unidos em 2003. A ONU efetivamente perdeu muito de sua força e consistência pela inépcia demonstrada perante a invasão do Iraque sem qualquer respaldo da instituição.

O segundo grande momento da ONU foi a sua união com a Organização Mundial do Comércio (OMC) no final de 2027. Foi a partir dessa união que o mundo viu surgir as bases para a criação de um novo conceito de Estado e que se convencionou chamar Well Fare World.

Antes, porém, de detalharmos esse segundo estágio da evolução histórica da ONU é conveniente analisarmos um movimento importante no comércio mundial a partir de 2015. Nesse ano foi fundado o bloco econômico dos países emergentes, formado inicialmente por China, Brasil, Índia, Argentina e outros 18 países.

A fantástica evolução desse bloco econômico em relação aos demais blocos econômicos mundiais, entre eles a Alca e a União Européia, apenas para citar os dois maiores exemplos, deflagrou sanções alfandegárias e subsídios injustificados por parte dos países considerados prejudicados. O estremecimento das relações comerciais, como conseqüência imediata destes atos ilícitos, gerou, por sua vez, um enfraquecimento nas relações diplomáticas entre os países envolvidos. O ápice dos desentendimentos se deu em 2025, entre Brasil e Estados Unidos, quando as duras ameaças de retaliação de ambos os lados resultaram na expulsão do corpo diplomático nos dois países.

Finalmente, para resolver estas questões diplomáticas originadas, por sua vez, de delicadíssimas questões econômicas, foi necessária uma aproximação entre os dois principais organismos supra-nacionais da época: a ONU e a OMC.

A alteração do estatuto de ambas as entidades privilegiou uma distribuição “justa e necessária” da riqueza gerada nas transações comerciais mundiais. O que se buscou foi um conceito diferente do conhecido “Estado do Bem-Estar Social” do final do século XX. O que se buscava era algo mais amplo e que permitisse o real desenvolvimento dos países que precisavam se desenvolver. Nesse sentido, é importantíssimo ressaltar a primeira decisão conjunta do novo organismo e que se tornou um marco para a construção do novo conceito para Well Fare World: o perdão total e unilateral de todas as dívidas externas daqueles países que ainda precisavam resolver problemas estruturais considerados básicos.

Apesar de toda a evolução apresentada, é certo que ainda há muito o que fazer. Nesse centenário da ONU, portanto, além de saudarmos a coragem dos países que se comprometeram com os novos objetivos mundiais, convém rezarmos pela manutenção dos ideais que permitiram esse grande passo da raça humana.

Nenhum comentário: